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terça-feira, 2 de julho de 2013

A magnífica colecção de livros Borboletras da Caminho



Querida Tribo,

É já conhecida a nossa paixão por livros.

 

Estão por toda a casa. 
Adoramos estantes carregadas de livros e decorar a casa em função dos livros. - muitas ideias aqui.
  ,

Um desabafo: obviamente detestamos o Kindle e ler livros no computador ou em ipads...

E cheiramos livros :) - como já falámos aqui.

Também passamos horas enfiados com muito prazer numa boa livraria ou bibilioteca pública. 
 Light in a bookstore
E tentamos oferecer sempre livros a bebés e crianças (mesmo que os pais não gostem...mas temos a secreta esperança de converter mais alguém à "causa").


E tudo isto a propósito de uma notícia triste.
A magnífica colecção Borboletras da Editorial  da Caminho vai terminar. 
Não vão voltar a publicar nem mais um livro.
Porquê? Pois...podiamos falar dos problemas associados à compra das editoras por mega-grupos que aniquilam produtos de qualidade para vender apenas "lixo": livros sazonais dos escritores-apresentadores-cantores-futebolistas -modelos da moda.


 


 


A colecção Borboletras era digna de país de 1º mundo:  livros de grande formato, de escritores e ilustradores infantis premiados e a preços de editora - cerca de 6 euros.

E a Borboletras parecia ter tudo para resultar. Recomendados pelo Plano Nacional de Leitura, livros de autores como Lucy Cousins, Quentin Blake ou Helen Cooper, reconhecidos pelo seu trabalho, tanto pelo público como pela crítica, e livros bem impressos, com os formatos adequados às ilustrações e com um preço tão baixo chegariam, garantidamente, a um grande número de leitores. E merecidamente.

Mas a colecção vai mesmo terminar.

Por isso, corram à livraria mais próxima e façam já as compras de Natal e de aniversário para as crianças da família.

E vão ver que não se arrependem!

Boas leituras!


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Livros infantis vintage: Tudo sobre o "Curious George"


"Curious George", um ícone  infantil nos EUA há mais de 60 anos continua a cativar meninos norte-americanos e em todo o mundo.


  

Os contos infantis deste simpático, destemido e curioso macaco deram lugar a desenhos animados e a um merchandising imenso.






Mas verdadeiramente curiosa é a história dos seus criadores.

Hans Augusto Rey nasceu em 1898 em Hamburgo, na Alemanha. Cresceu perto do famoso Hagenbeck Zoo onde cedo despertou a sua paixão por animais, passando horas a desenhá-los.

Margarette Elisabeth Waldstein (tendo adoptado o nome artístico,Margret Rey) também nasceu em Hamburgo em 1906.

                       

Chegaram a conhecer-se ainda jovens, mas os destino quis que só se reencontrassem em 1935 no Rio de Janeiro, onde Hans era vendedor de banheiras (negócio da família) e Margret era refugiada.

Casaram-se no Brasil em 1935 e mudaram-se para Paris depois da sua lua-de-mel. Foi em Paris que um editor convenceu Hans a publicar um livro depois de ter visto os seus cartoons com uma girafa. Assim, nasce “Raffy and the Nine Monkeys”, o percursor do nosso macaco George.

Mas os tempos não estavam fáceis no velho continente e o casal Reys (ambos judeus) tiveram de fugir de Paris face à ameaça da ocupação nazi.
Hans consegui arranjar duas bicicletas e na manhã de 14 de Junho de 1940 fugiram apenas com uma muda de roupa, alguma comida e 5 manuscritos, e um deles era o do “Curious George”.
Os Nazis entraram em Paris horas mais tarde e o casal Reys conseguiu chegar a muito custo a pedalar até à fronteira de Espanha.
 Em Espanha, venderam as suas bicicletas em troca de um bilhete de comboio para Lisboa. De lá foram de novo para o Brasil e depois para Nova Iorque onde começaram uma nova vida como autores de livros infantis.
A sua saga até deu origem a um livro "The journey that saved Curious George".

                             

O primeiro livro do Curious George foi publicado em 1941 pela Houghton Mifflin e venderam já mais de 25 milhões de cópias em todo o mundo.
Hans e Margret faleceram em 1977 e 1966, mas a sua obra persiste graças à "Curious George Foundation" que desenvolve e apoia programas para crianças que têm as mesmas características do nosso macaquinho George: ingenuidade, determinação e curiosidade em aprender. Claro que muitos programas da Fundação são obviamente direccionados para a prevenção de maus tratos em animais.










quarta-feira, 3 de abril de 2013

Tudo sobre o urso Winnie -the Pooh


Porque descobrimos esta festa fantástica com cara de Primavera (deixamos só aqui esta fotografia para já para "abrir o apetite"), hoje falamos de mais um urso.

                        


E para aqueles que acham que o Winnie é uma criação da Disney, passemos a factos históricos.


O autor e criador das histórias do ursinho Pooh chama-se A. A. Milne, e baseou as suas personagens nos brinquedos do seu filho Christopher Robin: o menino que aparece nestas fotografias  e que tinha um ursinho de peluche que andava com ele por todo o lado.



         
O ursinho  estreia-se num poema no livro infantil em versos de Milne When We Were Very Young (1924). 
                                

                               
                             

E Winnie-the-Pooh apareceu pela primeira vez com o seu nome completo a 24 de dezembro de 1925, numa história publicada pelo jornal de Londres The Evening News. O primeiro livro a ser lançado, tendo Pooh como protagonista  foi lançado em 1926, dado origem a uma colecção de histórias de sucesso. 

                E H Shepard Winnie the Pooh illustration

Curiosamente, o nome Winnie vem de um urso que o nosso autor conheceu quando levou o seu filho Cristopher Robin ao Jardim Zoológico.

                             

Aliás, o urso  original de Christopher Robin já esteve exposto na secção Principal da Biblioteca Pública de Nova Iorque.



A primeira vez que Pooh e seus amigos apareceram em cores foi em 1932, quando ele foi desenhado por Slesinger já com a sua camisola encarnada lançada na capa de um disco da RCA Victor. 
            

Nos anos 1940s, Agnes Brush criou os primeiros bonecos de pelúcia com Pooh .



O psicanalista inglês Donald W. Winnicott (1896-1971) desenvolveu estudos através da observação de bebés e crianças e reconheceu, no seu livro O Brincar e a Realidade (1971), que Winnie the Pooh ocupa uma posição central naquilo que ele chamou de fenómenos transicionais, facilitando a separação da figura materna. 

Em 1966 a Walt Disney comprou os direitos do urso Winnie e o resto já sabem.
Actualmente, os lucros com as vendas dos filmes e merchandising do Winnie superam os lucros do Mickey, Minnie, Donald, Pateta e Pluto juntos!

Confessamos, que é algo incompreensível para nós que adoramos o Pato Donald e Pluto e não somos particulares fãs do urso, mas recomendamos o último filme (mais pelos desenhos do que pelo argumento) que não recorreu a qualquer animação por computador, recuperando a velha e boa tradição dos filmes da Disney. 

Podem saber tudo sobre o filme aqui e ver aqui o vídeo promocional com o depoimento dos autores e actores que dão a voz às personagens:



E no próximo post ,vamos então falar da festa!

Mas para já deixamos aos nossos queridos Índios e Cowboys esta galeria bem vintage do Winnie:


                  


        


                       

quarta-feira, 27 de março de 2013

Festas infantis vintage inspiradas em coelhos.


E não, não é a Miffy de quem falámos aqui, ou o Bugs Bunny, ou o o Peter Rabbit - porque

esses merecem posts  longos e autónomos.

                             

Vamos falar de uma festa inspirada em coelhos anónimos, mas adoráveis e outra festa inspirada mais concretamente numas lebres castanhas...

             


Festa com direito a bolachinhas em forma de coelho





       

Peças da Bordalo Pinheiro a decorar a mesa







              

Cadeiras com orelhas e rabinho de coelho

                             


Bolos de aniversário com coelhos






E porque não introduzir a leitura de uma história na festa?

Uma história com coelhos, obviamente, ou lebres...(esperemos que as lebres desta história  não importem de serem tratadas por coelhos...)





 "Adivinha quanto eu gosto de ti" de Sam McBratney e com ilustrações de Anita Jeram, editado em 1993, vencedor dos mais prestigiados prémios de literatura infantil, é um delicioso livro que conta a história da relação entre um pai lebre e o seu filho e em cada nova aventura responde à pergunta que o menino faz ao pai : Adivinha o quanto eu gosto de ti. 

Em Portugal são editados pela Caminho e encontram-se à venda nas livrarias do costume.

E nós recomendamos a colecção toda.

Não percam este vídeo na versão original:




As nossas lebres foram o tema desta original festa de aniversário (Imagens via HWTM):




                           


                                              












Outras inspirações para o bolo:


 




 Claro que face ao sucesso da história foram lançados já desenhos animados e uma gama variada de produtos para alegrar os nossos pequenos índios e cowboys...

                            



         

E sabem qual foi a resposta do Pai Lebre à Lebrezinha? :-)

     
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