quinta-feira, 6 de março de 2014

Ideias de decoração para quartos de criança partilhados.

Se forem como nós, aos primeiros sinais de Primavera, sentimos vontade de renovação e de criatividade.
Os dias ficam mais longos, as árvores começam a florir, o cheiro no ar é diferente…e inspirador.

Caso a família tenha aumentado, o orçamento sido reduzido ou é uma simples questão de gestão de espaço, hoje falamos de sugestões de decoração para quartos de criança partilhados.

Seja o quarto das meninas, dos rapazes ou misto, é possível ir além do simples e geralmente feioso beliche.
Quando o quarto é mais pequeno e não hipóteses, venha o prático beliche, mas , de preferência em tons claros para ampliar o quarto e com pormenores que o tornem único e apetecível.

             

             

                   

                  
             
                         

       



Se couberem no quarto duas camas individuais, apostem na compra ou recuperação de duas camas iguais e conjuguem com o mesmo padrão  de roupa de cama para um efeito mais harmonioso e espaçoso.
Os adereços de cada ocupante do quarto ajudam a marcar e dividir o território.
E como nós adoramos decoração infantil vintage, tínhamos de partilhar estas imagens.

Inspirem-se!


            

               



                 











                         








   





 Todas as inspirações via Pinterest. E, por falar nisso, já são seguidores dos nossos boards no Pinterest?
Só têm de ir aqui: http://pinterest.com/indiosecowboys/

quarta-feira, 5 de março de 2014

Poster de aniversário DIY: Quando for grande vou...

Gostamos de ideias práticas, mas não minimalistas.
Nada de ideias e espaços frios, muito nórdicos e trendy.
Gostamos de casas e festas aconchegantes, alegres, que permitam sonhar, correr e rir e criar memórias felizes.
E adorámos esta ideia.

Simples, mágica e criativa. E pensar como vai ser divertido olhar para a evolução dos posters nas fotografias de família!


A ideia é da Audrey, mãe de 2 meninas e autora do blogue This Little Street .

Além de organizar sempre  umas festas de aniversário caseiras e coloridas, a Audrey queria criar uma tradição que fosse verdadeiramente inspiracional para a Olivia e Madeline.




E foi assim, que surgiu a ideia de fazer um poster “When she grows up”…em que os convidados e familiares escreviam aquilo que achavam que a Olivia  ia gostar/ser/fazer “quando fosse grande”.

Basta papel ou cartolina, canetas e este é o magnífico resultado.
Vejam a evolução dos 2 para os 3 anos da Olivia.


 Este é o poster dos 2 anos da Olivia:

                     


E este dos 3 anos:


E do 1º aniversário da pequena Madeline:


Vejam mais incríveis  inspirações no This Little Street .

segunda-feira, 3 de março de 2014

Porque a Carmen Miranda é a eterna diva do Carnaval

E nós somos fãs declarados da grandiosa "baiana"  de Marco de Canaveses, a mais carioca e hollywoodesca cantora e actriz de todos os tempos.

A propósito, não podem perder a biografia da nossa Carmen, do Ruy Castro.

Esta é a original.







E esta é a magnífica produção da Vogue Brasil intitulada: Carmen Miranda reloaded.


vogue b1 620x409 VOGUE BRASIL | Capa e Editorial Janeiro 2013 | Mirte Maas por Giampaolo Sgura


vogue b2 620x819 VOGUE BRASIL | Capa e Editorial Janeiro 2013 | Mirte Maas por Giampaolo Sgura


vogue b3 620x819 VOGUE BRASIL | Capa e Editorial Janeiro 2013 | Mirte Maas por Giampaolo Sgura


vogue b4 620x819 VOGUE BRASIL | Capa e Editorial Janeiro 2013 | Mirte Maas por Giampaolo Sgura

vogue b5 620x819 VOGUE BRASIL | Capa e Editorial Janeiro 2013 | Mirte Maas por Giampaolo Sgura

vogue b6 620x409 VOGUE BRASIL | Capa e Editorial Janeiro 2013 | Mirte Maas por Giampaolo Sgura

vogue b7 620x410 VOGUE BRASIL | Capa e Editorial Janeiro 2013 | Mirte Maas por Giampaolo Sgura

vogue b9 620x409 VOGUE BRASIL | Capa e Editorial Janeiro 2013 | Mirte Maas por Giampaolo Sgura

vogue b11 620x819 VOGUE BRASIL | Capa e Editorial Janeiro 2013 | Mirte Maas por Giampaolo Sgura

É Carnaval! 
Soltem a baiana que há dentro de vocês! 
Brilhem! 
Soltem-se !
Divirtam-se! 
Cantem!
Dancem!
Mesmo que seja na sala de casa ou no escritório, caso estejam a trabalhar neste país que querem cada vez mais cinzento....

Confessem, há quantos anos não cantam o "Mamãe eu quero?"



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O Carnaval explicado às crianças.

 Porque todas as crianças são (felizmente) extremamente curiosas, é natural que algum pequeno índio ou cowboy pergunte porque é que em Fevereiro ou em Março se pode vestir e sair à rua de capuchinho vermelho ou de super herói e fazer brincadeiras com serpentinas e pistolas de água…


E, para evitar, que as nossas crianças achem que o Carnaval é uma espécie de Halloween fora de época (sacrilégio dos sacrilégios!) resolvemos fazer este post.


Ora bem… sentem-se porque a história é longa.

Há muitos, muitos anos, no tempo em que os animais falavam….(não, mas quase) há mais de seis mil anos atrás, nas margens do Rio Nilo, no antigo Egipto ocorriam celebrações de fertilidade que alguns investigadores defendem que eram homenagens à deusa Ísis (Deusa da Maternidade e Fertilidade) ou ao Deus Osíris (Deus associado ao Renascimento).

As tradições mantiveram-se obviamente durante toda a Grécia  e Roma Antiga em que realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção.

E, parafraseando, Asterix como “Estes romanos são loucos”, na Roma Antiga, as festas ganharam contornos  digamos mais...hummm …carnais. 

Todas as actividades e comércio eram suspensos, os escravos ganhavam liberdade temporária, aspessoas saíam às ruas para dançar, beber e comer. A euforia era geral. Na abertura dessas festas, carros alegóricos semelhantes a navios saíam com homens e mulheres.
Estes eram chamados os “carrum navalis”. Há quem diga daí saiu a expressão “carnevale”.

Outros investigadores, defendem que  o nome Carnaval é de origem cristã. A palavra pode ter surgido quando Gregório I, em 590 d.C. transferiu o início da Quaresma para quarta-feira, antes do sexto domingo que antecede a Páscoa. Ao domingo anterior deu o nome de “carne levamen”, que representa a acção de “tirar a carne”. Na terça-feira de Carnaval, seria o último dia em que era permitido comer carne, pois, de seguida, viriam os 40 dias de jejum até à Quaresma.


        
Tal poderá fazer algum sentido e explicar o conceito de “Mardi Gras”  –terça-feira (gorda)de Carnaval que antecede a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma (os 40 dias de “jejum” e privação.


E passamos ainda a gostar mais da letra de “A Felicidade” do Vinicius de Moraes :

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval,
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento do sonho
Pra fazer a fantasia de rei ou pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira


O certo é que todos os anos, a terça-feira de Carnaval ocorre sempre 47 dias antes da Páscoa.

Mas com tanta  euforia, tais práticas tornaram-se intoleráveis aos olhos da Igreja...
 E só em 1545, durante o Concílio de Trento, é que o Carnaval voltou a ser uma festa “oficial” com a adopção de práticas “aparentemente” mais ordeiras como baile de máscaras e desfiles alegóricos.
Digamos que a máscara salvava e escondia tudo…e daí a tradição das máscaras venezianas, dos cabeçudos e caretos em Portugal e do nossos fatos do capuchinho vermelho e homem aranha que falámos no início da história.





E porque é que em certas zonas de Portugal se diz Entrudo?


O entrudo português remonta à Idade Média, onde se celebrava o período carnavalesco com variadas brincadeiras dispersas pelas diversas localidades.

Entrudo” provém do latim, da palavra “introitus” e significa entrada, introdução. Refere-se à entrada na Quaresma, que começa no dia seguinte ao Entrudo, na quarta-feira de Cinzas – sendo uma data de excessos que precede um período de abstinência.

Bem e daí até ao maior espectáculo do mundo que é o Carnaval do Rio de Janeiro, foi um passo.
              

Os festejos carnavalescos, com o nome de Entrudo, foram levados para o Brasil pelos portugueses. 

Durante estes festejos eram levadas a cabo brincadeiras violentas, com os foliões a lançarem farinha, tintas e água suja uns aos outros. Estas práticas foram proibidas por lei e, por isso, passaram a ser utilizadas serpentinas de papel e confetti coloridos. 

Aos poucos, o entrudo português foi sendo adaptado, ao assimilar as tradições africanas. A tradição dos desfiles têm origem nas reuniões de escravos, que organizavam cortejos com bandeiras e improvisavam cantigas ao ritmo de marcha. Aos escravos devem-se os ritmos e instrumentos de percussão usados no Carnaval brasileiro. 

No século XIX, os operários urbanos começaram a juntar-se em grémios (associações profissionais), que continuaram e desenvolveram a tradição dos desfiles. Ao mesmo tempo que se desenvolviam as futuras escolas de samba, institucionalizadas no Rio em 1935, as classes altas importavam da Europa os sofisticados Bailes de Máscaras e as Alegorias.

 

E queridos “Índios e Cowboys” agora que já a história chegou ao fim, digam lá se não faz ainda mais sentido a expressão “Porque a vida são dois dias e o Carnaval são três.”?

E, por isso, mesmo vamos à festa!

 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Índio e Cowboy do mês: Paulo Galindro

Este mês temos um verdadeiro índio e cowboy como entrevistado.
Sim, é o primeiro rapaz nesta secção.
Este menino sorridente é o Paulo.


Quando tirou esta fotografia brincava com berlindes, ao pião, fazia aviões de papel, perdia-se no mundo encantado dos livros  e sonhava em ser astronauta.
Na verdade, ainda faz isto tudo. E, para nós, é astronauta e muito mais.

Digamos que temos uma admiração especial pelo Paulo, por poder continuar a brincar, enquanto trabalha e ainda apanhar o seu foguetão todos os dias e descobrir novos planetas e estrelas e galáxias desconhecidas.

O Paulo faz magia. 
É ilustrador  de livros. 



E de murais. E muito mais.



De certeza, que já viram as suas ilustrações em muitos livros, em escolas e bibliotecas.
Conheçam o site do Paulo http://www.paulogalindro.com/pg/inicio.html , o seu blogue pintarriscos.blogspot.com e sigam-no no facebook www.facebook.com/PauloGalindro.

  


 

                         
                     

 



                 


1.   O que queria ser quando era criança?


Lembro-me aos 6 anos de verbalizar pela primeira vez os meus 3 sonhos, e desde aí nunca mais os larguei: ser astronauta, desenhar casas e pintar livros. Ao fim de 43 anos sou arquitecto, ilustrador e quanto a ser astronauta.... Bem, num país onde a cultura é tão valorizada pelo nosso governo, sei que um dia vou enriquecer com esta coisa de ilustrar livros, e vou poder comprar uma viagem à lua. Enquanto isso não acontece, posso sempre desenhar foguetões ou criar outros planetas.

2.    Melhores memórias de infância?

São tantas, que é difícil escolher. A portabilidade por exemplo... O calor e a protecção do colo dos meus pais era uma das vantagens de ser portátil. Os natais. O cheiro do lar. As idas ao jardim com o meu pai. Os Fizz, que é um gelado fabuloso. E acima de tudo, uma das memórias que traçou o meu destino: quando o meu pai me levava ao trabalho dele (ele trabalhou a vida toda em artes gráficas, ou seja, imprimia livros), e me punha em cima de uma enorme folha de papel. Do alto dos meus gloriosos 90 cm, aquela folha era um imenso universo de papel, onde eu, Deus-Criança, podia povoá-lo com todas as criaturas possíveis e imaginárias.

3.   Livro infantil preferido?
Detesto a designação "Livro infantil". Só serve para ajudar a arrumar as livrarias. Vou por isso provocar... "Cosmos", de Carl Sagan, que me ensinou que a ciência é um brinquedo a descobrir, e que o universo é o nosso parque e recreio infinitos. Mas também podia ser "O Principezinho" de Saint-Exupéry (na verdade, estão ao lado um do outro na minha estante).


4.   Filme infantil preferido?
"E.T", de Steven Spielberg, e "Shane", um filme lindo de cowboys realizado por George Stevens, que tem um dos finais mais arrebatares e emocionantes que já vi (já o vi 7 vezes, e deixa-me sempre com um papillon na garganta). E porque há sempre uma criança dentro de nós, posso ir um pouco mais à frente com "História interminável" de Wolfgang Petersen. E se andar ainda mais para a frente, "Forrest Gump" de Robert Zemeckis e "O Fabuloso destino de Amélie" de Jean-Pierre Jeunet.



5.   Música infantil preferida?
Todas as músicas das séries que faziam (e fazem) as delícias do pessoal da minha geração: Heidi, Marco, Abelha Maia, As Maravilhosas Cidades de Ouro, Verão Azul, Conan - O Rapaz do Futuro, Dartacão, Os cinco, A Árvore dos Patafúrdios. Ah! Como é que me podia esquecer da banda sonora do filme "Yellow Submarine" dos "The Beatles"? Um pecado dos grandes.


6.   Brinquedo preferido em criança?

O mítico Lego (que ainda hoje me deixa com borboletas na barriga, sempre que tenho de ajudar os meus filhos a montar uma nova construção ) e um boneco articulado estilo Action Man, que nas minhas mãos (e nas mãos da minha mãe, que que lhe costurou as roupas que a minha imaginação ditava) foi tudo e mais alguma coisa: Astronauta, soldado, polícia, pára-quedista, mercenário da Legião Estrangeira, mergulhador e sei lá mais o quê. Esse boneco ainda existe no cesto de brinquedos dos meus filhos (cheio de arames a segurar-lhe os membros e outras partes inconfessáveis, e com uma enorme falta de cabelo, em jeito de presságio para com o seu amigo de infância, que também é careca), numa luta diária por um espaço cada vez mais exíguo devido a um sem número de brinquedos mais modernos, que tal como as tupperwares e respectivas tampas lá de casa, parecem ter hábitos de procriação.

7.   Brincadeira preferida em criança?
Construir aviões de papel (paixão que ainda não me abandonou), jogar ao berlinde e ao pião. Era um mestre Zen nessas nobres artes, sobejamente conhecido na península de Setúbal e arredores.

8.   Se pudesse voltar a ser criança o que faria?
Brincaria muito mais. Desenharia muito mais. Arriscaria muito mais. Seria menos tímido, e teria dado um beijo à Isabel, a menina que morava mesmo à minha frente e que nunca soube que eu gostava dela. E partindo do princípio que "voltar a ser criança" pressupõe uma viagem no tempo, diria de mim para mim: "Paulo, puto, não cometas a asneira de crescer... É um embuste... Manteres intacto o teu espírito de criança é a única forma de não te deixares corromper por este mundo maluco!".

9.   Fontes de inspiração para o trabalho e para a vida?
Para o trabalho: Oliver Jeffers, Rebecca Dautrémer, Stephen Hawking, Ludovico Einaudi, Mozart, Sigur Rós, Budismo, Carl Sagan, Fernando Pessoa, Hayao Miyazaki, os meus filhos, os filhos dos outros, Miró, Banksy, Os Gémeos, Matisse, Corto Maltese, o Surrealismo, o mar, o sol, dióspiros com canela, as nuvens, a lua, o Amor, as estrelas... (estava aqui o resto do dia, mas a sensatez diz-me para não o fazer)

Para a vida: Porque a vida imita a arte que imita a vida, exactamente o mesmo que me inspira no trabalho.


10. Blogues e sites que segue habitualmente?
Um milhão deles... Tenho tantos subscritos na aplicação Feedly, que nem sei por onde começar... Ora bem:

Estes são apenas uma amostra que pretendi fosse eclética. Envolve muitas das minhas paixões... A música, arte urbana, a ilustração, a filosofia, a poesia, a fotografia, a publicidade, a criatividade em geral. Há muitos, muitos outros. Destaco ainda os Staff Picks da Vimeo, e esse maravilhoso mundo que é o Pinterest.

Se quiserem saber mais, vão ao meu blogue pintarriscos.blogspot.com. Há lá muita coisa para se entreterem.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Ideias para quem gosta de pintura, flores e fotografia




Para quem é fã de pintura e fotografia, vai adorar este trabalho do Grant Cornett para a Vogue.


Seleccionou algumas das mais conhecidas "naturezas mortas" e tentou reproduzi-las em fotografia para a Vogue (afinal, o melhor das grandes revistas de moda são mesmo as produções fotográficas...).


Vejam o resultado.

E  podem tentar fazer em casa com as crianças!
Uma boa ideia para tardes chuvosas , mesmo com direito a uns dinossauros, legos, bonecas como adereços fotográficos. No fundo, uma interpretação contemporânea das clássicas naturezas mortas.
E assim se faz arte no século XXI.

Vincent Van Gogh

Henri Matisse
Hans Memling
Edouard Manet
Picasso
Paul Cézanne
Anne Vallayer-Coster

Ambrosius Bosschaert

Caravaggio

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