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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A montra mais bonita de Lisboa.


A nossa zona preferida de Lisboa é, sem dúvida, o Chiado, especialmente o canto que vai da "Paris em Lisboa", descendo a rua, com a Hermès de canto e um pouco mais a baixo a Bertrand.

Tudo respira história, um ambiente cosmopolita e tem as montras mais encantadoras da cidade.

Mas há uma que já há algum tempo nos faz parar, olhar e  ficar a admirar o verdadeiro trabalho mágico e cenográfico: a montra da Hermès.

            

            


              


   

 




Sempre fomos fã das campanhas publicitária da Hermès na imprensa escrita e cobiçamos e sonhamos  as suas carteiras de série limitada, lenços e acessórios a preços proibitivos para um simples chefe índio.

Sempre achamos que as montras eram decoradas/arquitectadas pela casa mãe em Paris.





Hermès Artist Window | Paseo de Gracia, Barcelona 

Todas as imagens via http://joanaastolfi.tumblr.com

E qual não foi a nossa surpresa ao descobrirmos que por trás do magnifico trabalho está uma arquitecta e designer portuguesa nascida no belo ano de 1975, a  talentosa Joana Astolfi.

Percam e deliciem-se com o trabalho da Joana em http://joanaastolfi.tumblr.com/

E quem sabe se um dia não a conseguimos entrevistar para "Índio e Cowboy do mês"?
Até lá, atentem nestas suas palavras...


"Quando era pequena coleccionava miniaturas e fotografias antigas, inventava as histórias das personagens das fotografias. O meu brinquedo preferido era o viewmaster, passava horas a passar fotos e a viajar o mundo. Gostava de pintar por cima de quadros antigos, de escrever à máquina e de construir maquetes com miniaturas. Preferia brinquedos em segunda mão. Hoje continuo a ser uma ‘collector’ e uma voyeur, colecciono gavetas e portas antigas, cadeiras e candeeiros vintage, diários de pessoas que não conheço. Tenho uma relação muito próxima com os objectos, preciso deles perto de mim. Gosto de passear pelas lojas da Baixa, gosto de padarias, marcenarias, lojas de carimbos, drogarias que vendem tudo, gosto de cabeleireiros antigos e de douradores, de me sentar ao balcão e ouvir as histórias que os mais velhos têm para contar. Gosto de olhar para as coisas através de uma lupa.” (Joana Astolfi)

E nós gostamos muito do trabalho da Joana!

quinta-feira, 17 de abril de 2014

O mundo encantado da Story Book Rabitt

Adoramos descobrir peças com história.
E a história de hoje envolve coelhos.
Provavelmente, um dos bichos mais adoráveis e fotogénicos de sempre.

Esta é a história do coelho Juno e da Kelly, a menina que não lhe resistiu e que gosta de desenhar coelhos e queria ser veterinária em criança.

Aqui está o Juno.


E há também o seu bulldog francês, Wilfred que se juntou mais tarde à história.
E aqui está o Wilfred.


E o coelho Juno e o bulldog Wilfred  são as "musas"destas peças absolutamente de sonho.
E a menina das tranças é a Kelly, a autora destas peças.

           

Bem-vindos ao mundo encantado da Story Book Rabitt.


























Podem seguir o trabalho aqui

e comprar as peças aqui


https://www.etsy.com/pt/shop/thestorybookrabbit?ref=shopsection_shophome_leftnav



quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Há quanto tempo não vão a uma boa pastelaria?

  
Chuva e frio combinam com chá, chocolate quente, croissant, torrada e ambiente acolhedor e íntimo.
                      
Ficar a observar os turistas, ler o jornal, mostrar Lisboa às crianças, redescobrindo esquinas, pormenores e lojas seculares.


                  

                 

               
              


E agora voltamos a perguntar: há quanto tempo não vão a uma boa pastelaria?

Daquelas bem clássicas, com ar europeu, sem música, sem mesas de plástico patrocinadas por marcas de cerveja,  sem ser um franchising dentro de um Shopping que podem encontrar em qualquer parte do mundo?

Aproveitem os dias cinzentos para dar um passeio na Baixa Lisboeta de máquina fotográfica em mão.
Parem na Praça da Figueira.
Namorem os bolos da montra, sentem-se e apreciem a encantadora Confeitaria Nacional.


                                   

Um espaço histórico, único, preservado com todo o gosto e conforto, com cheiro a café acabado de torrar, bolos quentes  e empregados simpáticos e profissionais, como todas as pastelarias deviam ser.

Assim, até este Inverno digno de Idade das Trevas se torna mais ameno...

                       

                      

                         




Todas as fotografias Índios e Cowboys


E depois a Confeitaria Nacional tem estes pormenores dignos de filme…ou romance histórico.


Fundada em 1829 por Baltazar Roiz Castanheiro, pertence à mesma família há cinco gerações e foi premiada pelas suas doces iguarias em várias exposições internacionais. 
Uma delas é a receita do Bolo Rei (um segredo bem guardado) trazida para Portugal pelo filho do fundador em meados do Séc XIX. 
Não sei se sabem, mas a origem do bolo rei é francesa.
O bolo rei actual terá surgido na corte de Luís XIV, em França, para as festas do Ano Novo e do Dia de Reis. E, obviamente,com a Revolução Francesa em 1789 o bolo rei foi proibido, só que os pasteleiros, que não quiseram perder o negócio, em vez de o eliminarem decidiram continuar a confeccioná-lo mudando-lhe o nome para Gâteau des Sans-cullotes….

Ficaram curiosos?

Podem saber todos os pormenores da família Baltazar no site oficial e  deliciem-se com as imagens dos bolos na página de facebook

Mas há mais...descobrimos que se pode pernoitar na antiga residência habitual da família e também a Fábrica’: era dali que saíam os mais famosos bolos-rei de Portugal e tantas outras especialidades únicas como os pastéis de nata. 

Bem-vindos à Casa Balthazar!





segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Aventuras em Terras de Sua Majestade


Querida Tribo,

Por motivos familiares, fizemos uma viagem relâmpago a Londres e Oxford.

Apesar de sermos índios e cowboys, livres, leves e e soltos e verdadeiros adoradores de praia e do Deus Sol, temos um fraquinho por Londres.
Adoramos o seu lado cosmopolita ,  a arquitectura da cidade, os imensos e verdejantes parques, os museus e galerias de arte, as feiras de rua, as lojas, a comida (sim, a comida!) e, sobretudo, o bom gosto clássico inglês que felizmente ainda persiste em cada fechadura, torneira, tecido e montra de loja.

Numa sociedade que teima em ser global, fashion e tão copy paste, observem bem estas preciosidades oh-so british... 

                       







O gosto clássico inglês continua vivo e recomenda-se:

  







A nossa perdição: as montras infantis em Chelsea 




E a loucura em torno do Royal Baby....
Reparem na coroa em cima da planta e nas peças concebidas para a comemoração do nascimento do Princípe George Alexander, de que já tínhamos falado aqui.



E lembram-se de termos falado desta loja?
Foi aqui que a Kate comprou o berço real- o seu moses basket




E a loja vizinha, Marie Chantal também aderiu aos festejos:




E uma das nossas lojas preferidas que mereceu este post, e onde foi encomendada a mobília de quarto dos  princípes William e Harry - Dragons of Walton Street 




E recomendamos uma visita à Saatchi Gallery (e de entrada gratuita) :







E logo de seguida, mostramos os ícones de Londres ao pequeno índio:

                        

                       


                         


Decorem este livro e este autor. 
Esqueçam Ipads! Ofereçam um bom e velho livro cheio de ilustrações magníficas.
Trata-se de uma reedição de livros de viagem dos anos 50 para crianças de um dos mais brilhantes ilustradores de sempre: M.Sasek
E estão basicamente a preço de custo - 5€ em imensas livrarias.
Presente ideal para oferecer à criançada no Natal ou antes de uma viagem para conhecerem as principais capitais mundiais e respectivos monumentos.



 E depois apanhar o comboio na emblemática Paddington Station para Oxford.



Com o seu quiosque de Champagne


E, claro, a loja dedicada ao urso mais famoso do mundo: Paddington Bear




E a chegada à cidade universitária mais charmosa do mundo: Oxford!

Com direito a organic breakfast em casa do mano-índio: produtos locais e sazonais e de produção biológica e piano.





                       
                        

Passeio pelas deliciosas livrarias e lojas de antiguidades





 A maravilhosa Alice Shop...sim, a da Alice no País das Maravilhas.
A menina que serviu de inspiração ao livro existiu mesmo e o seu autor, Lewis Carroll, era professor de Matemática no Christ College em Oxford. 

                                
                               


E este é o Christ College no momento em que o sol resolveu sorrir para nós.
Provavelmente conhecem-no porque foi cenário das filmagens do Harry Potter.



                  
E a espécie local de vacas que passeava nos prados...



Mais exemplos da fantástica e preservada arquitectura local.
Não há grafittis, outdoors, prédios, nada de nada que possa estragar a harmonia do património.

 

                           

 E o luxo máximo para uma criança?
Brincar descalça, num monumento do séc. XII aos cavaleiros e dragões.



E o luxo máximo para os pais da criança?
Lanchar no terraço do Asmolean Museum, uns maravilhosos scones, com manteiga e doce caseiros, acompanhado de chá em porcelana inglesa.
Era esta "comida" de que o Chefe Índio falava que adorava em Inglaterra: o requinte de um bom chá, a variedade de sanduíches e saladas biológicas, as tartes de frutos de bosque  que os restaurantes (sem mesas de plástico com publicidade a cerveja ou bebidas gaseificadas e televisão) oferecem.





Há só um pequeno senão...é tudo tão, tão puro e biológico que tivemos de dividir o lanche com estes bichinhos...


 E depois há bunting (ou bandeirolas) por todo o lado que dá  aquele ar de clima de festa de criança




E, claro, o sentido de humor inglês...


 Motivos de sobra para organizarem uma expedição a Terras de Sua Majestade...
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